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Avaliado como o segundo maior problema de saúde relacionada com o trabalho, o stress alcança o primeiro lugar no caso específico da Educação e apresenta-se como um desafio a que o sector não pode deixar de dar resposta.

Traduzindo o hiato entre as exigências dos contextos e os recursos individuais, o stress relacionado com o trabalho está associado a vários factores de risco e expressa-se a diferentes níveis (fisiológico, psicológico e comportamental), podendo gerar danos incomensuráveis nos indivíduos (causando problemas de saúde como doenças cardiovasculares e músculo-esqueléticas e afectando a saúde mental) e nas instituições (causando problemas de absentismo e dificuldades no desempenho).

No seu mais recente relatório sobre a temática (publicado em 2009)1, a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho revelo que o stress afectava cerca de 22% dos trabalhadores da União Europeia, observando-se uma tendência para o aumento do stress relacionado com o trabalho. O mesmo documento alertava para os níveis elevados de stress nos sectores da Saúde e Educação, demonstrando que entre os países mais afectados se encontravam a Eslovénia, a Grécia e a Lituânia (todos com mais de 50% dos trabalhadores manifestando stress). Foi também possível observar que, mesmo nos países com níveis gerais abaixo da média europeia, nomeadamente Reino Unido, República Checa e Holanda, mais de 20% dos trabalhadores demonstraram stress relacionado com o trabalho”. Países como Portugal posicionavam-se na média europeia, mais especificamente 34% dos trabalhadores relatando situações de stress.

Consistente com estes resultados, um estudo publicado pelo Comité Sindical Europeu de Educação2 sinalizou ainda os principais factores despoletadores de stress nos educadores, incluindo, entre outros os seguintes: quantidade e intensidade de trabalho, exigências associadas à figura do educador, número elevado de alunos por turma, problemas relacionados com o comportamento dos alunos, apoio insuficiente por parte da gestão, falta de recursos nas instituições, atmosfera interpessoal na escola, baixo estatuto social dos educadores.

Complementarmente, os indicadores mais evidentes de stress incluíram, entre outros, os seguintes: burnout, depressão e exaustão emocional, absentismo elevado, problemas ao nível do sono, sintomas e doenças cardiovasculares, conflitos interpessoais frequentes, enxaquecas, hipertensão, desordens gastrointestinais…


1European Agency for Safey and Health at Work (2009). OSH in figures: stress at work – facts and figures. European Commuinities.

2Henrik Billehøj (2007) ETUCE-CSEE Report on the ETUCE Survey on Teachers’ Work-related Stress.

 


 
Enquadramento
Com o apoio da União Europeia
Projecto financiado com o apoio da Comissão Europeia. A informação contida nesta publicação (comunicação) vincula exclusivamente o autor, não sendo a Comissão responsável pela utilização que dela possa ser feita. 510375-LLP-1-2010-1-PT-GRUNDTVIG-GMP